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Polêmica: Câmara de Wenceslau Braz ignora sanções do MP contra vereador

 


Wenceslau Braz - Ministério Público recomendou sanções contra Lázaro Conrado Ferreira pelo suposto envolvimento com a compra de drogas; presidente da Casa diz que processo diz respeito a 2020, antes portanto, da atual legislatura

Tribuna do Vale

O suposto envolvimento do vereador Lázaro Conrado Ferreira (PSD) em um esquema de compra de drogas continua gerando polêmica em Wenceslau Braz. Agora dois colegas da Câmara reclamam que a recomendação do Ministério Público em adotar sanções contra o denunciado sequer chegou a ser lida durante as recentes sessões do Poder Legislativo.

De acordo com os vereadores Mário Cabeludo (PP) e Alisson Viola (Podemos) a recomendação do Ministério Público tem sido ignorada pela mesa diretora da Câmara, que nem ao menos colocou a situação no expediente das sessões, “ignorando” desta forma o fato que gerou enorme repercussão no município.

À Tribuna do Vale também chegaram questionamentos da população do município a respeito do caso, inclusive com imagens que mostram um recipiente aparentemente com maconha envolvido em um adesivo de campanha de Lázaro Conrado, no que seria uma conversa por WhatsApp do vereador denunciado com terceiros.

Segundo esta citação, a imagem em questão inclusive faz parte do processo de investigação de um esquema de tráfico de drogas em Wenceslau Braz que terminou com o pedido de prisão preventiva contra um empresário e seu filho – pedido este negado pela justiça.

Apesar da recomendação de sanções contra o vereador ter sido expedida pelo Ministério Público no começo de novembro até hoje o assunto não foi citado em nenhum momento na câmara, o que tem gerado questionamentos tanto por parte dos vereadores Mário Cabeludo e Alisson Viola como por parte da população. Existe ainda o questionamento sobre uma eventual quebra de decoro parlamentar por parte de Lázaro Conrado.

Entretanto, de acordo com o presidente da câmara de vereadores de Wenceslau Braz, Josemar Furini (MDB), o processo que corre na justiça trata de supostas ações praticadas em 2020, antes, portanto, da atual legislatura ter início. Desta forma, as ações de Lázaro Conrado anteriores ao início de sua trajetória como vereador não caracterizariam quebra de decoro parlamentar.

Ainda segundo Josemar Furini o vereador denunciado não tem nenhum tipo de condenação, devendo a câmara de vereadores aguardar o fim do processo para, em caso de culpa provada na justiça, então tomar providências.

ENTENDA
Lázaro Conrado Ferreira era, de acordo com um processo judicial que corre na comarca de Wenceslau Braz, suposto comprador assíduo de drogas de um esquema de tráfico atribuído pelo Ministério Público ao empresário Nicolau Elias Akkari e seu filho João Elias Oliveira Akkari, além de um terceiro integrante, morador de Curitiba.
De acordo com transcrições de conversas via WhatsApp atribuídas a Lázaro Conrado e João há constantes negociações de compra de drogas, especialmente maconha, entre os dois. Para piorar, existiria ainda uma situação onde o vereador teria transportado droga junto com João.

O MP, no total, denunciou oito pessoas pelo envolvimento com o suposto esquema. Recentemente a defesa de Nicolau e João entrou em contato com a Tribuna e garantiu que pai e filho não praticam o crime de tráfico de drogas.

“A defesa trabalha para comprovar que os empresários não possuem relação com o tráfico de drogas. João é apenas usuário, sob a ciência do pai, Nicolau. E, conforme mostram as mensagens de celular anexadas ao processo, João trazia a droga de Curitiba por ser menos custosa do que comprar em sua própria cidade. Diante de toda esta logística, organizava amigos e paqueras para consumirem juntos o entorpecente, o que não caracteriza tráfico de drogas”, cita a nota elaborada pelos advogados da família.


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