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Pronunciamento de Gean da Alemoa sobre salários dos vereadores repercute mal e amplia cobrança por resultados em Siqueira Campos


 

O Parlamentar se exaltou na tribuna contra a proposta do vereador Cristiano do Açougue, que pretende reduzir subsídio dos vereadores para R$ 2 mil a partir da próxima legislatura

A sessão da Câmara Municipal de Siqueira Campos da última segunda-feira, 25 de maio, ganhou forte repercussão política após a manifestação exaltada do vereador Gean da Alemoa, nome político de Gean Cezar de Carvalho, eleito pelo PSB. 

O parlamentar usou a tribuna para criticar a proposta que o vereador Cristiano José de Godoi, o Cristiano do Açougue, pretende apresentar para reduzir os subsídios dos vereadores a partir da próxima legislatura.

Pelo projeto, os vereadores de Siqueira Campos passariam a receber R$ 2.000,00 mensais entre os anos de 2029 e 2032. A proposta também prevê que o presidente da Câmara receba o mesmo valor dos demais parlamentares e veda reajustes, recomposição inflacionária, aumento real, revisão geral anual ou qualquer forma de majoração remuneratória durante o período.

Embora a eventual aprovação do projeto não atingisse os atuais vereadores, já que produziria efeitos somente a partir de 1º de janeiro de 2029, a reação de Gean da Alemoa chamou atenção pelo tom adotado. 

Na tribuna, o vereador se posicionou contra a redução e defendeu a valorização financeira do mandato, chegando a sustentar que vereadores deveriam receber patamar superior a R$ 10 mil mensais.

A fala pegou mal

Os eleitores de Siqueira Campos, atentos aos movimentos dos políticos, sempre cobram mais eficiência dos agentes públicos, e a defesa de remuneração elevada para vereadores provocou desconforto. O problema, neste caso, não está apenas no valor citado, mas no recado político transmitido.

O vereador é o agente público mais próximo da população. É dele que o cidadão espera presença nos bairros, fiscalização firme, cobrança por melhorias, articulação política, busca por recursos e defesa dos interesses do município.

Quando a tribuna passa a ser usada para defender salário maior, antes de apresentar resultados concretos, a pergunta que fica é inevitável: O mandato está sendo tratado como missão pública ou como oportunidade de ganho pessoal?

A proposta de Cristiano do Açougue toca justamente nesse ponto. Na justificativa do projeto, o vereador sustenta que o mandato parlamentar não deve ser visto como profissão, fonte de enriquecimento pessoal ou mecanismo de manutenção financeira individual, mas como missão pública temporária, baseada na representação popular e no compromisso com a coletividade.

A Constituição Federal permite que a Câmara fixe os subsídios dos vereadores para a legislatura seguinte, dentro dos limites legais. Portanto, discutir remuneração é legítimo. Mas também é legítimo que a população questione se o custo do Legislativo corresponde ao serviço entregue pelos vereadores.

No caso de Gean da Alemoa, a cobrança se torna ainda mais forte porque moradores e adversários políticos questionam a efetividade de sua atuação fora do plenário. Há críticas sobre a falta de resultados mais expressivos na articulação junto ao Governo do Estado, especialmente na busca por obras, equipamentos, programas e investimentos para Siqueira Campos.

A população não quer apenas discursos inflamados. Quer trabalho. Quer resultado. Quer vereador que fiscalize, que cobre, que esteja presente, que lute pelo município e que consiga transformar mandato em benefício concreto para a comunidade.

Por isso, a manifestação de Gean da Alemoa acabou se voltando contra ele próprio. Ao reagir com tanta intensidade contra uma proposta de redução salarial que só valeria para futuros vereadores. O parlamentar colocou o próprio mandato no centro de uma discussão incômoda: antes de defender quanto um vereador deveria ganhar, é preciso mostrar o que esse vereador entrega à população.

A Câmara Municipal tem papel fundamental na democracia local. Cabe aos vereadores fiscalizar os atos do Poder Executivo, propor leis, representar os cidadãos e zelar pelo dinheiro público. Mas essa função exige equilíbrio, postura e senso de realidade. Em tempos de cobrança social cada vez maior, qualquer fala na tribuna pode ganhar peso político imediato.

Nos bastidores a especulação é de que Gean da Alemoa, está se defendendo, afinal, ele tem vivido exclusivamente da função de vereador, que comparece uma vez por semana nas sessões por cerca de uma hora. A expectativas do vereador era dobrar o salário, para sobrar mais dinheiro, pois parte do que recebe está sendo bloqueado pela justiça para pagar dívida milionária de cheques sem fundos.

Segundo um eleitor, "o vereador Gean  da Alemoa, é o que menos fez, ou nada fez, pela comunidade Siqueirense e é um dos que mais foi incisivo na aprovação de um aumento salarial superior a R$ 10 mil reais para a próxima legislatura. Dá inclusive o entender, que ele acredita que estará no próximo mandato, ou seja, além de pouco fazer pela comunidade, age como vidente, guru do futuro, "Mãe Diná", acreditando que será reeleito vereador, mesmo antes do pleito se quer acontecer acontecer. Isso na linguagem "chula", é contar com o ovo no ** da galinha", desabafou.

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