Para aproveitar a
diversão com segurança, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) alerta
para os cuidados essenciais na prevenção de afogamentos em piscinas — um tipo
de ocorrência frequente, especialmente envolvendo crianças pequenas.
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
Além dos banhos de
mar no Litoral, outro lazer muito procurado no verão são as piscinas em
residências, condomínios ou clubes. Para aproveitar a diversão com segurança, o
Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) alerta para os cuidados essenciais
na prevenção de afogamentos em piscinas — um tipo de ocorrência frequente,
especialmente envolvendo crianças pequenas.
Segundo a capitã
Luisiana Guimarães Cavalca, do CBMPR, a supervisão constante de um adulto é o
fator mais determinante para evitar tragédias. “A maioria dos casos em piscinas
envolve crianças muito pequenas, que ainda não sabem nadar e que estão próximas
da água para pegar um brinquedo ou simplesmente brincando. Elas podem se
aproximar sem perceber o risco, cair e, se não houver um adulto por perto,
acabam se afogando”, explica.
Deixar o telefone
de emergência dos Bombeiros, 193, anotado em algum lugar próximo ou de fácil
acesso em caso de acidentes, também é uma recomendação importante.
ATITUDES DE RISCO – A capitã destaca que deixar
crianças sozinhas ou sob responsabilidade de outras crianças é extremamente
perigoso. É muito importante que sempre tenha um adulto responsável com elas.
“O responsável deve estar preferencialmente dentro da piscina com a criança,
sempre a um braço de distância. Assim, se houver qualquer ação insegura ou
início de afogamento, o resgate é imediato”, orienta. Ela também ressalta que o
adulto designado para o cuidado não deve consumir álcool, pois isso reduz sua
capacidade de reação em emergências.
Fique atento para
não deixar brinquedos na beira ou dentro da piscina, pois eles podem atrair
crianças pequenas e aumentar o risco de quedas. Outra situação crítica é o acesso
livre à piscina. “É fundamental ter cerca, grade, portão com trava ou lona
resistente cobrindo a piscina quando não estiver em uso. Isso evita que a
criança alcance a água sem supervisão”, destaca a bombeira.
A capitã alerta que
muitos dispositivos infláveis criam uma falsa sensação de segurança. “Boias de
braço, boias circulares ou coletes infláveis podem virar, escorregar ou não
sustentar a criança. Se for usar algum equipamento, ele deve ser homologado
pela Marinha, com colete torácico e braçadeiras firmes, garantindo que a
criança fique com a cabeça fora da água”, reforça.
Brincadeiras
perigosas como saltos na borda da piscina e outras manobras arriscadas são
causas comuns de lesões graves. “Já vimos casos de adolescentes que sofreram
lesões irreversíveis por mergulhos perigosos. Crianças e adolescentes não têm
plena noção do risco. É preciso vigilância permanente”, alerta a capitã. Para
os adultos, ela reforça: “A bebida alcoólica compromete as funções motoras e
aumenta o risco de atitudes inseguras. É um fator recorrente em muitos
acidentes”.
PISCINAS COLETIVAS – Em clubes, é essencial
respeitar as orientações dos guarda-vidas. Já em condomínios, o acesso deve ser
controlado: apenas crianças acompanhadas de adultos devem entrar na área da
piscina.
Outro item
fundamental é o ralo antissucção, que impede que cabelos ou partes da roupa
fiquem presos. “Já houve casos em que a criança não conseguiu emergir porque o
cabelo ficou preso no ralo. As piscinas devem contar com ralo antissucção ou,
quando houver sistema de sucção, um botão de parada de emergência”, orienta a
capitã.
COMO AGIR – Se alguém for encontrado submerso,
a orientação dos bombeiros é agir rapidamente. Retire a pessoa da água
imediatamente, e vire a vítima para o lado direito, para facilitar a saída da
água, e ligue para o 193. Se ela não expelir a água e alguém souber fazer
massagem cardíaca e ventilação, inicie na hora. “O tempo de resposta é decisivo
e a ligação ao 193 deve ser feita enquanto o socorro é iniciado. O bombeiro vai
orientar passo a passo até a chegada da equipe médica”, explica a capitã.
Ela reforça a
importância de aprender a realizar a reanimação cardiopulmonar: “A manobra
distribui o oxigênio residual das células para órgãos importante do corpo, como
o cérebro, e mantém a circulação sanguínea até a chegada do atendimento
especializado. Esse conhecimento salva vidas”
Recomendações dos
bombeiros para prevenir afogamentos em piscinas:
• Crianças devem
estar sempre sob supervisão direta de um adulto — nunca de outra criança ou
adolescente.
• O adulto
responsável deve permanecer a um braço de distância e preferencialmente dentro
da piscina.
• Não consumir
bebidas alcoólicas ao supervisionar crianças.
• Instalar cercas,
grades, travas e lonas resistentes para impedir acesso livre de crianças à
piscina.
• Manter brinquedos
longe da borda e do interior da piscina para não atrair crianças.
• Usar somente
equipamentos de flutuação homologados pela Marinha.
• Instalar ralos
antissucção ou botão de parada emergencial de sucção.
• Em clubes,
obedecer às orientações do guarda-vidas. Em condomínios, garantir acesso
controlado.
• Em caso de
afogamento: retirar a pessoa da água, ligar para 193, posicionar virada para o
lado direito e iniciar massagem cardiorrespiratória, se ela não expelir a água.
• Redobrar a atenção com adolescentes e evitar saltos e brincadeiras
perigosas.





0 Comentários