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Gean da Alemoa chega ao fim do primeiro mandato com credibilidade baixíssima

 


 

Na câmara de vereadores embolsou quase 70 mil em salários e foi o que menos trabalhou, limitando-se a esbravejar na tribuna

Agência Criativa

David Batista

Ao concluir o primeiro ano da atual legislatura, a atuação do vereador Gean da Alemoa apresenta sinais consistentes de desgaste político e baixa efetividade institucional. Sob a ótica técnica e estratégica, o mandato encerra 2025 sem a consolidação de projetos relevantes capazes de gerar impacto positivo direto à comunidade ou deixar uma marca administrativa concreta.

A condução do mandato esteve majoritariamente concentrada em confrontos, acusações públicas e críticas direcionadas a lideranças políticas, secretários municipais, ao prefeito e ao vice-prefeito. Embora a fiscalização seja uma prerrogativa legítima do Legislativo, o uso recorrente dessa atribuição sem o devido embasamento técnico resultou, em diversas ocasiões, em interpretações equivocadas, fragilizando o discurso e comprometendo a credibilidade da função fiscalizadora.

Do ponto de vista da comunicação política, o excesso de embates, somado à ausência de propostas estruturadas, produziu um efeito negativo na percepção pública. Em vez de se consolidar como uma liderança propositiva, o parlamentar passou a ser associado a um perfil reativo, com discurso predominantemente acusatório e pouca capacidade de entrega institucional.

Esse desgaste ganhou novos contornos com a repercussão de um processo judicial que se arrasta desde 2017, envolvendo cheques sem fundos e uma dívida superior a quatrocentos e trinta mil reais, que resultou em penhora parcial de patrimônio e, recentemente, na homologação judicial de um acordo de pagamento parcelado. O caso, embora juridicamente encaminhado, reforçou a percepção pública de contradição entre o discurso moralizador adotado pelo vereador e sua conduta na esfera privada, ampliando o desgaste político e simbólico do mandato.

Avaliações feitas por lideranças e observadores do cenário político local indicam ainda que o vereador pode estar sendo politicamente instrumentalizado. Há a leitura de que sua atuação tem servido mais como ferramenta de desgaste da atual administração do que como construção de um projeto próprio, consistente e viável. Essa percepção se intensificou após o parlamentar se lançar como pré-candidato a prefeito, movimento que não foi acompanhado por uma agenda concreta de propostas ou resultados administrativos.

Sob a ótica estratégica, o conjunto dos fatores — ausência de projetos, atuação baseada no confronto, desgaste jurídico e contradições públicas — faz com que o mandato chegue ao primeiro ano com a credibilidade fragilizada e capital político reduzido. Embora ainda restem cerca de três anos de legislatura, o cenário exige uma reorientação profunda de postura, discurso e estratégia.

Para fins de planejamento político e comunicação estratégica, o caso de Gean da Alemoa, ilustra os riscos de um mandato pautado exclusivamente no embate, sem lastro técnico, entregas concretas e coerência entre discurso e prática, fatores essenciais para a manutenção da relevância política e da viabilidade eleitoral futura.


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