A implementação ocorre de forma
gradual, a partir de um projeto-piloto. São 20 cidades contempladas: Toledo,
Francisco Beltrão, União da Vitória, Cianorte, Irati, Ivaiporã, Dois Vizinhos,
Cascavel, São Mateus do Sul, Palmeira, Araucária, Ponta Grossa, Marialva,
Londrina, Marechal Cândido Rondon, Prudentópolis, Guarapuava, Guaratuba,
Colombo e Pato Branco.
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
O Governo do Estado deu início
nesta quinta-feira (4) aos pagamentos da Bolsa Cuidador Familiar,
iniciativa que tem como objetivo valorizar o trabalho de cuidadores de pessoas
idosas e pessoas dependentes de cuidados de longo prazo. A legislação integra
o programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa e garante condições para
assegurar recursos financeiros a familiares responsáveis pelo cuidado diário.
A implementação ocorre de forma
gradual, a partir de um projeto-piloto. São 20 cidades contempladas: Toledo,
Francisco Beltrão, União da Vitória, Cianorte, Irati, Ivaiporã, Dois Vizinhos,
Cascavel, São Mateus do Sul, Palmeira, Araucária, Ponta Grossa, Marialva,
Londrina, Marechal Cândido Rondon, Prudentópolis, Guarapuava, Guaratuba,
Colombo e Pato Branco. Cada município receberá 15 bolsas, totalizando 300
benefícios destinados a cuidadores familiares de pessoas idosas em situação de
fragilidade e dependência.
O recurso poderá ser creditado
aos beneficiários até a próxima semana, em virtude dos trâmites bancários. O
acesso ao valor é realizado pelo aplicativo de poupança social, dos
beneficiários previamente incluídos no programa através de busca ativa das
equipes dos Núcleos Municipais de Cuidado.
Os investimentos são executados
pela Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa. A
secretária Leandre Dal Ponte destacou que os primeiros pagamentos representam
muito mais do que um depósito em conta. “Isso representa mais do que um repasse
financeiro: é o Estado reconhecendo o esforço, o cuidado e a dedicação de quem
está presente diariamente, muitas vezes sem ser visto. É uma demonstração de
dignidade, respeito e justiça para quem tanto faz e historicamente recebeu tão
pouco”, disse.
"A iniciativa fortalece a
rede de cuidado e apoio em todas as regiões do Estado, ampliando a proteção e a
dignidade das famílias atendidas", acrescentou.
Para receber o benefício, o
familiar precisa ter 18 anos ou mais, residir no mesmo domicílio da pessoa
idosa, estar inscrito no CadÚnico com registro válido e atualizado e integrar
família com renda per capita de até um salário mínimo nacional. Também é
necessário declarar aptidão física e mental para a atividade. Já a pessoa idosa
deve apresentar fragilidade clínico-funcional, segundo registro no Sistema de
Informação da Pessoa Idosa do Paraná (SIPI/SESA), e não estar
institucionalizada, além de estar incluída no Cadastro Único.
A seleção dos beneficiários é
realizada pelos Núcleos Municipais de Cuidado dos municípios participantes. O
benefício, no valor de meio salário-mínimo nacional (R$ 759 em 2025), é
concedido em prestações mensais, sem excluir outros auxílios eventualmente recebidos
pelo cuidador.
A coordenadora de Políticas
Públicas para a Pessoa Idosa da Semipi e presidente do Conselho Estadual dos
Direitos da Pessoa Idosa, Larissa Marsolik, ressaltou que a Bolsa Cuidador
Familiar reconhece e valoriza quem dedica a vida ao cuidado diário de pessoas
idosas.
“É uma forma de reconhecer o
esforço e a dedicação de familiares, muitas vezes mulheres, que assumem
integralmente o cuidado. O programa qualifica o atendimento, evita a
institucionalização e reforça o compromisso do Estado com a proteção da pessoa
idosa. O programa qualifica o atendimento, evita a institucionalização e
fortalece a política pública de proteção à pessoa idosa no Paraná”, afirmou.
A
secretária municipal de Assistência Social de Cianorte, Andressa Belo Safira,
afirmou que o convite para o município ser piloto da Bolsa Cuidador Familiar
marcou um momento importante para o município. “Cianorte tem como princípio o
respeito e a dignidade da pessoa idosa. A política do cuidado é grandiosa
porque garante autonomia e qualidade de vida. Muitas vezes, o cuidador familiar
fica invisível, perde vínculos sociais. A Bolsa é um reconhecimento, um apoio
que faz diferença para quem cuida e para quem é cuidado”, disse.





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