Folha Paranaense
Agência Criativa
Arapoti – Uma reviravolta digna de
filme policial está abalando a cidade. O que antes era tratado como um
misterioso desaparecimento agora ganhou contornos ainda mais sombrios: os
supostos desaparecidos são, na verdade, apontados como autores do homicídio do
apicultor Carlos Alexandre
Lopes e seguem foragidos da Justiça.
De acordo
com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, sob comando do delegado
Thiago Pinheiro, o assassinato do apicultor de 31 anos, ocorrido na manhã do
dia 6 de fevereiro de 2026, no bairro Jardim Ceres, foi registrado por câmeras
de segurança e revela a frieza do crime.
Execução a sangue frio
As imagens
mostram o atirador se aproximando da vítima como se fosse um conhecido. Após
uma conversa aparentemente tranquila, ele saca um revólver e dispara ao menos
três vezes à queima-roupa, atingindo o rosto da vítima. Em seguida, ainda pega
o celular, numa tentativa clara de apagar provas, e foge a pé atravessando a
rodovia.
Do outro
lado, uma VW/Saveiro vermelha já aguardava para dar suporte à fuga. O detalhe
que chamou atenção dos investigadores: o mesmo veículo já havia passado duas
vezes pela casa naquela manhã, indicando que tudo foi cuidadosamente planejado.
Fuga cinematográfica e pistas
queimadas
As
investigações levaram até o suspeito que conduzia o veículo. Dias depois, ele
chegou a ser localizado dirigindo a Saveiro em uma rodovia da região, mas
desobedeceu a ordem de parada e fugiu em alta velocidade, inclusive na
contramão, conseguindo escapar.
Pouco tempo
depois, a caminhonete foi encontrada totalmente destruída pelo fogo em uma área
de mata isolada, numa clara tentativa de eliminar provas.
Desaparecidos” que nunca estiveram em
perigo
O caso
ganhou ainda mais repercussão quando familiares procuraram a polícia para
registrar o desaparecimento de dois homens, Leandro Jonas e Jhonatan Santana da
Luz, alegando não ter notícias deles e temendo o pior.
Mas a
verdade veio à tona: segundo a Polícia Civil, os dois não desapareceram — eles
fugiram!
As
investigações apontaram que um deles foi o executor dos disparos (Jhonatan),
enquanto o outro atuou como mentor logístico, sendo responsável por buscar o
comparsa na cidade de Ponta Grossa e dar suporte ao crime (Leandro).
Indiciados e caçados pela polícia
O inquérito
foi concluído com o indiciamento da dupla por homicídio qualificado, furto e
fraude processual. A denúncia já foi aceita pela Justiça, e ambos agora são
oficialmente réus.
Com mandados
de prisão preventiva em aberto, os dois seguem foragidos e estão sendo
procurados intensamente pelas forças de segurança.
Alerta à população
A Polícia
Civil faz um alerta importante: não há qualquer indício de que os suspeitos
tenham sido vítimas de violência. A história de desaparecimento foi uma farsa
para despistar as investigações.
Qualquer
informação sobre o paradeiro dos envolvidos deve ser repassada imediatamente às
autoridades.
O caso segue
repercutindo e chocando moradores, escancarando a ousadia e a frieza de um
crime que, por pouco, não ficou sem resposta.





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