Os números
demonstram não apenas a forte presença feminina no Sistema Único de Saúde
(SUS), mas também o avanço das mulheres em posições estratégicas de liderança.
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Na foto, Ana Lúcia
Na Secretaria de
Estado da Saúde (Sesa) as mulheres representam 68,10% dos colaboradores. Dos
6.734 servidores da saúde no Estado, 4.586 são mulheres. Elas atuam em todos os
setores e também são responsáveis pelas coordenadorias de área e diretorias.
Os números
demonstram não apenas a forte presença feminina no Sistema Único de Saúde
(SUS), mas também o avanço das mulheres em posições estratégicas de liderança.
Esse crescimento contribui para fortalecer a gestão, ampliar perspectivas e reforçar
o compromisso da Secretaria com uma saúde pública cada vez mais representativa
e inclusiva.
No mês de março, em
alusão ao Dia Internacional da Mulher, a Sesa destaca a importância do papel
delas, que atuam em diversas funções, desde o atendimento direto aos pacientes
até à pesquisa científica.
Um dos exemplos é a
Anna Lúcia, que é condutora-socorrista no Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência (Samu) há 3 anos. Ela contou sobre o sentimento de fazer parte da
rotina de urgência e emergência. "É satisfatório demais, é muito
compensador para quem sempre sonhou estar onde eu estou hoje, e trabalho com
entusiasmo e com muita dedicação. Faço as coisas com perfeição, ajudando quem
precisa", disse.
Historicamente
ocupada por homens, a função de condutora tem registrado um crescimento da
presença feminina nos últimos anos. Anna Lúcia, que também é técnica de
enfermagem, contou como é a realidade das mulheres no dia a dia. “Às vezes
chegamos ao local, eu e a técnica de enfermagem, e as pessoas perguntam: ‘Cadê
o motorista? São só vocês duas?’. Quando respondemos que sim, eles falam ‘como
vocês são fortes, meninas, estão de parabéns!’. Não tem coisa melhor do que
ouvir isso, porque ainda existe muito tabu sobre que quem conduz a ambulância é
homem, como se esse papel fosse direcionado somente a eles. Trabalhamos isso
diariamente, mudando o pensamento das pessoas, e isso é bem interessante,
porque estamos, aos poucos, conseguindo alcançar o nosso objetivo".
Médicas,
enfermeiras, técnicas, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, nutricionistas,
assistentes sociais, psicólogas, gestoras e diretoras compõem a força de
trabalho da Sesa, mostrando a força feminina em todas as áreas da saúde. Apesar
da diversidade de funções, elas compartilham características que tornam o atendimento
mais eficiente, acessível, humanizado e acolhedor, refletindo o protagonismo
crescente das mulheres na construção de um sistema de saúde mais próximo da
população.
“A presença
crescente das mulheres em todos os níveis da Secretaria da Saúde fortalece
nosso sistema e reforça nosso compromisso com um atendimento de qualidade,
acessível e acolhedor para todos os paranaenses. O protagonismo feminino é
essencial para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficientes e
humanas”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
MULHERES NA
GESTÃO – Diversas
áreas estratégicas da Secretaria são lideradas por mulheres. No nível central
da Sesa, em Curitiba, a Diretoria de Contratualização e Regulação é conduzida
por Raquel Mazetti, enquanto a Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde (DAV)
é comandada por Maria Goretti David Lopes. A Diretoria de Obras está sob
responsabilidade de Marianna Cardoso.
Também integram a
gestão feminina instituições e áreas fundamentais da saúde pública estadual,
como o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), dirigido por
Vivian Patrícia Raksa, e o Sistema Estadual de Transplantes, coordenado por
Juliana Ribeiro Giugni. A Escola de Saúde Pública do Paraná tem como diretora
Solange Rothbarth Bara e a ouvidora-geral da Saúde Laís Alves Ventura.
Na área de
assistência farmacêutica, o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) é
comandado por Margely de Souza Nunes, enquanto a coordenação da Assistência
Farmacêutica está a cargo de Deise Pontarolli. Já o Núcleo Administrativo
Setorial é chefiado por Zicleia Maria Schmidt Chevalier e o Núcleo de Recursos
Humanos por Cynthia Akemi Endo. A gerência de Urgência e Emergência é conduzida
por Giovana Fratin.
Dentro da Diretoria
de Atenção e Vigilância em Saúde (DAV), outras lideranças femininas também se
destacam: Célia Fagundes da Cruz está à frente do Laboratório Central do Estado
(Lacen-PR); Tatiane Dombroski coordena o Centro de Informações Estratégicas de
Vigilância em Saúde (Cievs); Aline Jarschel de Oliveira Graziani responde pela
coordenação de Atenção à Saúde; Ivana Belmonte lidera a Vigilância Ambiental;
Elaine Cristina Vieira de Oliveira coordena o Centro de Gestão da Informação
(CGI) da Sesa, além de dezenas de outros setores, diretorias de Regionais de Saúde,
hospitais e demais unidades do Estado, que também são chefiados por mulheres.
Servidora pública
há 22 anos, a coordenadora da Vigilância Sanitária da Sesa, Patrícia Capelo
destaca que a presença feminina na saúde vai além dos números. "O
reconhecimento e participação das mulheres nesses espaços de decisão são
importantes para garantir cada vez mais igualdade de oportunidades. Eu acredito
que a secretaria tem avançado nesse sentido e ver mulheres ocupando tantas
posições estratégicas na gestão pública mostra que nós estamos construindo um
ambiente mais equilibrado, onde competência, compromisso e sensibilidade
caminham juntos", ressaltou.
Ela reforçou o
papel da mulher dentro dos cargos de gestão nos serviços de saúde no Estado,
destacando a responsabilidade de garantir a segurança da população. “A gestão
na vigilância traz muitos desafios nesse sentido, porque nós lidamos com
diferentes realidades, mas sempre com a responsabilidade de garantir a
segurança da população. Por isso, como mulher, eu me sinto muito satisfeita com
o reconhecimento desse ambiente da secretaria, por compreender que é possível
realizar esse trabalho, assumir essa função e essa responsabilidade num cargo
que exige muito diálogo e muito comprometimento”, acrescentou.





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