Agência Criativa
David Batista
“Como está o meu irmãozinho?”.
Através de uma típica dúvida infantil sobre a gravidez da mãe, a Unidade de
Saúde do Jardim Ceres, na cidade de Arapoti, nos Campos Gerais, conseguiu mudar
a realidade das gestantes com o projeto “Ultrassom Ecológico”. Ele foi
desenvolvido na unidade e teve como reflexo melhorar as condições de
acompanhamento da gestação, reduzir ausências em pré-natal e contribuir para o
combate da mortalidade materno-infantil.
O “Ultrassom Ecológico” passou a ser
o segundo passo do ultrassom tradicional e tão esperado quanto. Através das
imagens captadas pelo equipamento, a equipe da UBS propôs desenhar na barriga
das mães a posição exata do bebê e, dessa forma, dar mais possibilidade de que
toda a família pudesse interagir e ver o desenvolvimento da criança, além de
reduzir a curiosidade.
O nome do projeto está ligado às
tintas naturais usadas para os desenhos e também por ser um processo natural. A
sessão se tornou um ritual esperado pelas mães e contribuiu diretamente na
participação delas, no envolvimento familiar, maior proximidade do pai, além de
formar uma rede de apoio que muitas delas não possuem no dia a dia.
O resultado direto melhorou os laços
com as equipes de pré-natal através de uma forma lúdica e humanizada. “Essas
ações promovem maior acolhimento, escuta qualificada e humanização do cuidado.
E o reflexo é que os exames de pré-natal são feitos de forma correta e que
podem prever complicações e até mesmo eliminar problemas futuros”, destacou o
secretário de Estado da Saúde, César Neves.
As mães participam cada vez mais
levando objetos relacionados ao bebê que está por vir, como roupinhas e
sapatinhos, além dos familiares. “Na sessão do desenho todos podem participar e
ajudar a pintar. Então acaba sendo uma coisa bem gostosa, bem descontraída para
a mãe”, conta a enfermeira, Camila Casagrande, que desenvolveu o projeto.





0 Comentários