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Pré candidatos a prefeitos: Nos bastidores a movimentação já começou


Agência Criativa

David Batista

 

O ano de 2026 já nasce marcado como um ano político estratégico no município de Siqueira Campos. As eleições estaduais e federais são vistas, nos bastidores, como um verdadeiro termômetro para 2028, quando os eleitores dos municípios voltam às urnas para escolher prefeitos e vereadores. Em muitas cidades, o resultado de 2026 indicará quem sai fortalecido, quem perde fôlego e quem deve ganhar protagonismo no próximo ciclo.

Em Siqueira Campos, esse cenário é ainda mais difícil de mensurar. A cidade deve se transformar, mais uma vez, em terreno fértil para uma enxurrada de candidatos. Quando não é um vereador pedindo votos, surge uma liderança local, um aliado político ou até mesmo um familiar de candidato a deputado estadual ou federal. Em resumo, o eleitor siqueirense deverá conviver com um verdadeiro “zilhões” de candidatos circulando pela cidade em busca de apoio e votos.

 

RACHANDO

O grupo político que teve como principal liderança o policial civil Fernandão, dá claros sinais de fragmentação. Embora publicamente seus integrantes insistam no discurso de união, amizade e confiança mútua, nos bastidores o clima é de racha declarado. O motivo é simples e recorrente na política: muitos querem ser o cabeça de chapa.

O ex-vereador Márcio Júnior, já deixou claro em conversas reservadas e públicas, que não aceita mais compor como vice. Seu projeto é disputar a prefeitura. Na mesma linha, o vereador Gean da Alemoa também bate o pé, endurece o discurso e “truca de facão”, demonstrando que não abre mão de protagonismo.

Somando-se a esse cenário, o ex-prefeito Luiz Antônio Liechoki, volta a ser citado, observa o tabuleiro e sinaliza que pode entrar no jogo, o que aumenta ainda mais a disputa interna e a dificuldade de acomodação desse grupo.

 

OUTRA ALA, DA OPOSIÇÃO

Na oposição, o Partido dos Trabalhadores passa por um momento de reorganização. Historicamente, a sigla teve Aloísio Torres Guerra, como principal nome, acumulando derrotas eleitorais ao longo dos anos. Agora, com mudança de direção partidária, o PT busca um novo perfil para liderar o projeto local.

A tendência é que o partido lance candidatura própria, até porque, em nível nacional, tem o presidente Lula buscando a reeleição. A sigla dificilmente se apequenará em Siqueira Campos. Resta saber quem será o nome escolhido para representar o partido no pleito municipal.

 

RESSURGINDO

Outro personagem que volta a circular com mais intensidade no meio político é o ex-prefeito Fabiano Lopes Bueno, o “Bí”. Ele está ativo, mantém conversas e, segundo informações de bastidores, pode estar juridicamente apto para disputar as eleições de 2028, após superar entraves judiciais.

O que ainda não está claro é de que lado ele caminhará: situação ou oposição. Essa indefinição faz de “Bí” um nome estratégico, cortejado por diferentes grupos e observado com atenção por quem pretende montar uma chapa competitiva.

VERDADE OU BLEFE

O vereador e pré-candidato a prefeito Gean da Alemoa, tem sido um dos nomes mais comentados nas articulações recentes. Ele próprio confidenciou a interlocutores que já manteve contato com Fabiano Lopes Bueno, e que os dois chegaram a se encontrar para “afinar a conversa”.

O conteúdo desse encontro, porém, permanece envolto em dúvidas. Não se sabe se Gean, também conhecido por “coronel” buscou apoio, ofereceu apoio ou apenas fez uma aproximação estratégica. Pela lógica política, tudo indica que o movimento tenha sido no sentido de levar apoio ao ex-prefeito, mas, na política, nem sempre a lógica aparente é a que prevalece, pode ser que ele tenha ido só bisbilhotar.

 

NA CAMINHADA (SITUAÇÃO)

Já no campo da situação, o vice-prefeito Paulo Cesar Leite, “Paulão”, intensifica suas articulações. Ele sabe que não está sozinho na disputa interna, mas tem buscado consolidar seu espaço como nome natural do grupo para a sucessão municipal.

A grande aposta da situação está nos investimentos do Governo do Estado em Siqueira Campos. Obras, convênios e recursos estaduais costumam fortalecer qualquer candidatura governista, especialmente quando chegam acompanhados de entregas visíveis à população. Ciente disso, Paulão tem se movimentado para garantir protagonismo e viabilizar seu nome como candidato a prefeito.

 

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